SAÚDE BUCAL

“Garantir uma rede de atenção básica articulada com toda a rede de serviços e como parte indissociável desta; [...] assegurar a integralidade nas ações de saúde bucal, articulando o individual com o coletivo, a promoção e a prevenção com o tratamento e a recuperação da saúde da população adstrita.” Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Odontologia e Diabetes



Dentistas são capazes de identificar diabetes precocemente

Uma visita ao dentista pode ajudar a identificar problemas que vão além dos relacionados com a saúde oral. Segundo investigadores norte-americanos, o dentista é capaz de identificar casos de diabetes ou pré-diabetes em pessoas que ainda não foram diagnosticadas.
Realizado na Columbia University College of Dental Medicine, o estudo envolveu 600 pessoas, com idade mínima de 30 anos, sem diagnóstico para a doença.
Cerca de 530 pacientes com pelo menos um factor de risco adicional de auto-relato de diabetes, como, por exemplo, histórico familiar da doença, colesterol alto, hipertensão e excesso de peso ou obesidade, receberam um exame periodontal e o teste de hemoglobina A1c - o exame da ponta do dedo.
Para avaliar e comparar o desempenho de diversos protocolos de identificação potencial, os participantes do estudo realizaram um teste em jejum da glicose. Os resultados mostraram que exames de dois parâmetros dentais – o número de dentes perdidos e o percentual de bolsas periodontais – em pacientes odontológicos com fatores de risco, foram eficazes na identificação de pacientes com diabetes e pré-diabetes não diagnosticada.


Abaixo: Estudo publicado na Revista de APS, uma publicação científica, trimestral, do Núcleo de Assessoria, Treinamento e Estudos em Saúde – NATES e Mestrado de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade – SBMFC e Rede de Educação Popular e Saúde - REDEPOP.


O cuidado odontológico do paciente portador de diabetes mellitus tipo 1 e 2 na Atenção Primária à Saúde


RESUMO

O Diabetes Mellitus (DM) representa um problema pessoal e de saúde pública com grandes proporções quanto à magnitude e à transcendência, apesar dos progressos no campo da investigação e atenção aos pacientes.1 Sua ocorrência vem aumentando, sendo que, em 2030, 300 milhões de pessoas terão tal distúrbio metabólico, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).2 Configura-se, hoje, como uma epidemia mundial, atingindo mais de 135 milhões de pessoas3 e traduzindo-se em grande desafio para os serviços de saúde. Assim, ações voltadas para a prevenção e controle da DM são fundamentais para a saúde em todo o mundo.
O presente estudo tem como objetivo a construção de um protocolo de atendimento clínico ao paciente odontológico portador de (DM) na Atenção Primaria à Saúde (APS), baseando-se em uma entrevista aplicada aos Cirurgiões-Dentistas do Serviço de Saúde Comunitária (SSC) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Um total de 11 odontólogos contratados foi entrevistado, representando 52% do total de cirurgiões-dentistas contratados. A entrevista serviu de instrumento para avaliar o conhecimento sobre o cuidado do paciente portador de DM e, a partir das respostas encontradas, percebeu-se a necessidade da criação de um protocolo voltado à atenção odontológica desses pacientes. Assim, realizou-se busca de artigos científicos na base de dados PUBMED, Cochrane e Scielo e em livros atualizados sobre o tema. A grande demanda desses pacientes na APS e a importância do controle do distúrbio exigem métodos que favoreçam a aquisição de conhecimento e atendimento adequado e resolutivo dos diabéticos pelos cirurgiões-dentistas.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PRÊMIO BRASIL SORRIDENTE PARA FLORIANÓPOLIS

Conforme entendimento do Ministério da Saúde,

“a Saúde da Família é a estratégia prioritária para reorganização da atenção básica no Brasil, importante tanto na mudança do processo de trabalho quanto na precisão do diagnóstico situacional, alcançada por meio da adscrição de clientela e aproximação da realidade sócio-cultural da população e da postura pró-ativa desenvolvida pela equipe. A proposição pelo Ministério da Saúde das diretrizes para uma Política Nacional de Saúde Bucal e de sua efetivação, por meio do BRASIL SORRIDENTE, tem, na Atenção Básica, um de seus mais importantes pilares. Organizar as ações no nível da Atenção Básica é o primeiro desafio a que se lança o BRASIL SORRIDENTE, na certeza de que sua consecução significará a possibilidade de mudança do modelo assistencial no campo da saúde bucal” (SAÚDE BUCAL, 2008)[1].

O Conselho Federal de Odontologia criou o "Prêmio Brasil Sorridente"[2] em 2005, através da Resolução nº 065/2005, com o objetivo de incentivar as Prefeituras e premiar anualmente o município brasileiro que mais se destacar no atendimento odontológico da rede pública de saúde.
Cabe aos Conselhos Regionais de Odontologia de cada estado, no âmbito de suas atribuições, selecionar os municípios que se habilitaram, escolhendo os que melhor se destacaram em suas categorias, enviando representantes para a etapa nacional.
A Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis foi agraciada com Menção Honrosa por ter se classificado em primeiro lugar na etapa estadual e segundo lugar na etapa nacional nos anos de 2010 e 2011. Este resultado, reconhecido pelo Secretário Municipal de Saúde, João José Cândido da Silva, é enaltecido em ofício dirigido aos profissionais da equipe de odontologia, onde o mesmo agradece o comprometimento desta com a saúde bucal da população.



[1] SAÚDE BUCAL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica, no 17. Brasília, DF, 2008.

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INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Todos os 49 (quarenta e nove) Centros de Saúde de Florianópolis possuem atendimento odontológico. São realizadas atividades de prevenção como profilaxias, aplicação de selantes e de flúor gel, restaurações dentárias, extrações.

No ano de 2008 foram realizados mais de 140.000 procedimentos odontológicos pelos 85 (oitenta e cinco) Cirurgiões-Dentistas dos Centros de Saúde.

Atendimento domiciliar com equipo portátil

As equipes de Saúde Bucal dos Centros de Saúde têm disponíveis equipamentos odontológicos portáteis para auxiliar em atendimentos domiciliares para pacientes acamados, quando não é possível que estes pacientes vão às unidades de saúde para receberem o atendimento.

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