SAÚDE BUCAL

“Garantir uma rede de atenção básica articulada com toda a rede de serviços e como parte indissociável desta; [...] assegurar a integralidade nas ações de saúde bucal, articulando o individual com o coletivo, a promoção e a prevenção com o tratamento e a recuperação da saúde da população adstrita.” Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Destaque para municípios catarinenses no prêmio “Brasil Sorridente”


A entrega do Prêmio Brasil Sorridente 2012, foi realizada no último sábado (14), no Rio de Janeiro. O evento fez parte das comemorações de aniversário de instituição dos CROs, no Rio de Janeiro. Entre o representantes de Santa Catarina, estiveram presentes o Presidente do CRO/SC, Élito Araújo; Sérgio Abraham, Membro da Comissão de Comissão do Prêmio Brasil Sorridente do CFO, Murilo Rosa, da ABO-SC, e  João Carlos Caetano, Presidente da Comissão do Prêmio Brasil Sorridente do CRO-SC. Também participaram da cerimônia representantes dos três municípios catarinenses – Florianópolis, Criciúma e Porto União – que tiveram desempenho de destaque no Brasil Sorridente.


Grupo I – Municípios até 50.000 habitantes:

1º lugar – Itanhandu (MG)
2º lugar – Porto União (SC)
3º lugar – São Gonçalo do Amarante (CE)
4º lugar – Santa Luzia do Itanhi (SE)
5º lugar – Itambé (PR)
6º lugar – Amambaí (MS)
7º lugar – Capivari (SP)
8º lugar – Novo Machado (RS)
9º lugar – Condado (PE)
10º lugar – Alta Floresta (MT)
11º lugar – Porto Real (RJ)
12º lugar – São Bento (PB) e Macaíba (RN)

Grupo II – Municípios de 50.001 até 300.000 habitantes:

1º lugar – Corumbá (MS)
2º lugar – Estância (SE)
3º lugar – Resende (RJ)
4º lugar – Criciúma (SC)
5º lugar – Patrocínio (MG)
6º lugar – Marília (SP)
7º lugar – Castro (PR)
8º lugar – Marituba (PA)
9º lugar – Petrolina (PE)
10º lugar – Cabedelo (PB)
11º lugar – Camaçari (BA)
12º lugar – Caraúbas (RN)

Grupo III – Municípios acima de 300.00 habitantes:

1º lugar – Curitiba (PR)
2º lugar – Aracaju (SE)
3º lugar – São José do Rio Preto (SP)
4º lugar – Ananindeua (PA)
5º lugar – Florianópolis (SC)
6º lugar – Vila Velha (ES)
7º lugar – Caruaru (PE)

Brasil Sorridente 2012


Prêmio foi entregue no dia 14 de abril no Rio de Janeiro

Três municípios catarinenses – Criciúma, Florianópolis e Porto União – tiveram desempenho de destaque ficando entre os cinco primeiros colocados no Prêmio Brasil Sorridente 2012.  O prêmio foi nstituído em 2005 pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), através da Resolução nº 065/2005, com o objetivo de incentivar as Prefeituras e premiar anualmente o município brasileiro que mais se destacar no atendimento odontológico da rede pública de saúde. O o prêmio foi entregue dia 14, durante as comemorações de aniversário da instituição dos CROs, no Rio de Janeiro. Entre os integrantes da comitiva catarinense, que irá participar da cerimônia, está o Presidente do CRO-SC, Profº Dr. Élito Araújo.
O prêmio é uma forma de avaliar o atendimento odontológico da rede pública de saúde e serve de exemplo e motivação para as cidades vizinhas daquelas que estão recebendo a distinção.  “A iniciativa é importante porque valoriza os projetos realizados pelo serviço público na área de odontologia”, afirma João Carlos Caetano, que preside a comissão do CRO-SC responsável pela análise dos cases e escolha dos selecionados.
Porto União, Criciúma e Florianópolis foram os municípios catarinenses que se destacaram nacionalmente. O município de Porto União ficou em segundo lugar no grupo das cidades até 50 mil habitantes; Criciúma em quarto lugar entre os municípios até 300 mil habitantes e Florianópolis em quinto em sua categoria (acima de 300 mil moradores). O vencedor em cada uma das categorias recebe um consultório odontológico completo; do segundo ao quinto lugar, uma placa alusiva, e os demais participantes um diploma.
Entre os critérios de avaliação, ao todo 10, estão a relação entre a população, o número de cirurgiões-dentistas da rede pública e a carga horária mensal de trabalho, a cobertura populacional alcançada pelas equipes de saúde bucal e o menor índice de cárie dental em estudantes até 12 anos, segundo normas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Este prêmio é importante porque valoriza os projetos realizados pelo serviço público na área de odontologia”, afirma João Carlos Caetano, que preside a comissão do CRO-SC responsável pela análise dos cases e escolha dos selecionados. “Além disso, tem ainda o efeito demonstração, já que serve de exemplo e motivação para as cidades vizinhas daquelas que estão recebendo distinção”, diz ele, que é professor doutor na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenador de Saúde Bucal da Secretaria Estadual de Saúde
Além de João Carlos Caetano, que é professor doutor na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenador de Saúde Bucal da Secretaria Estadual da Saúde, fazem parte da comissão os professores doutores Ana Lúcia S. Ferreira de Mello, Calvino Reibnitz Júnior, Daniela G. Neumann e Mirelle Finkler.
A premiação é comemorativa à instituição dos Conselhos Regionais (CROs), que data de abril de 1968 e por isso é entregue neste mês. O vencedor de cada uma das categorias recebe um consultório odontológico completo; do segundo ao quinto lugar, uma placa alusiva e os demais participantes um diploma.
Ao todo, são dez critérios que devem ser atendidos como, por exemplo: a relação entre a população, o número de cirurgiões dentistas da rede pública e a carga horária mensal de trabalho, a cobertura populacional alcançada pelas equipes de saúde bucal e o menor índice de cárie dental em estudantes até 12 anos, segundo normas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Florianópolis é considerada a quinta melhor cidade acima de 300 mil habitantes nos serviços de saúde bucal do país. Mas já foi muito melhor: nos dois últimos anos era a segunda. A chefe do Departamento de Saúde Bucal do município, Marynes Reibnitz, diz que o trabalho não decaiu.

- O concurso ficou reconhecido e mais municípios passaram a participar. Os nossos projetos continuam se destacando. Temos atendimento emergencial nas unidades de pronto atendimento do Sul e Norte da ilha, especialistas nas policlínicas do Continente e Centro e o agendamento do serviço básico é feito semanalmente.
Também é relevante o índice médio de cárie nas crianças com 12 anos: é de 0,77 dente por morador da faixa etária, ou seja: menos de um dente.
Na primeira infância, existe um programa específico. Quando nascem, os bebês recebem atenção já na maternidade. As mães são orientadas sobre a higiene bucal do filho. Têm garantido o primeiro atendimento um mês depois e retorno semestral até os seis anos de idade. Quando entram na escola, recebem orientações e kits com escova, fio e pasta dental.

Revista CRO-SC. Ano 2, n. 2. 2012
Diário Catarinense, 14 de abril. 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Programa leva atendimento médico e odontológico às escolas



Programa garante o atendimento odontológico e diagnóstico precoce de problemas da visão de forma itinerante. Vinte estados já aderiram

Crianças de 20 estados do país passarão a contar, a partir do segundo trimestre, com consultórios oftalmológicos e odontológicos itinerantes na porta de suas escolas. A ação, que faz parte do projeto “Consultórios Itinerantes”, visa levar atendimento gratuito para estudantes de escolas públicas e identificar precocemente problemas da visão e garantir a saúde bucal de crianças e adolescentes.
O programa é resultado da parceria com o Ministério da Educação, responsável pela compra e manutenção dos caminhões que viram consultórios. Já o Ministério da Saúde entra com a manutenção dos consultórios e dos materiais que serão utilizados.
“Problemas de vista são comuns em crianças e atrapalham no desenvolvimento escolar por conta dos seus efeitos, como sonolência, distração, dores de cabeça, entre outros, que acabam causando desinteresse da criança pela escola”, destaca Raquel Turci, coordenadora do Programa Saúde da Escola, do Ministério da Saúde.
Uma das finalidades dos consultórios itinerantes oftalmológicos é oferecer gratuitamente aos estudantes do Programa Saúde na Escola (PSE), procedimentos de baixa complexidade em oftalmologia como consultas, medida de refração ocular, fornecimento de óculos, diagnóstico precoce de patologias relacionadas à retina ou ao estado dos vasos (exame de fundo de olho), retirada de corpo estranho, entre outros.
Os exames clínicos e os atendimentos serão realizados nos municípios atendidos pelo PSE, por profissionais da saúde, residentes ou estudantes, conforme definição dos Hospitais Universitários Federais, desde que observada a devida responsabilidade técnica.
Ao todo serão 37 veículos, cada um com dois consultórios, que atenderão os estudantes do PSE. Inicialmente as clínicas itinerantes oftalmológicos deverão atuar nos municípios onde se localizam os Hospitais Universitários, com posterior interiorização do atendimento. A intenção é atender a todos os municípios que aderiram ao PSE.
Além do atendimento oftalmológico, os estudantes também terão a sua disposição 34 veículos cada um com dois consultórios odontológicos. A unidade móvel é estruturada em veículo devidamente adaptado e equipado para o desenvolvimento de ações de atenção à saúde bucal. Os consultórios são preparados para procedimentos simples, comorestaurações e extrações, limpeza e aplicação de flúor, além do trabalho educativo com orientação para a escovação.
PSE- As ações do PSE programa tem por objetivo examinar e desenvolver práticas educativas de promoção, prevenção e avaliação das condições de saúde.
O Ministério da Saúde autorizou, em dezembro de 2011, o repasse de R$ 108 milhões referente aos 2.271 municípios que aderiram ao PSE no ano passado, sendo que R$ 65,7 milhões serão destinados aos municípios que fazem parte do Mapa da Miséria. Outros 229 municípios aderiram ao programa neste ano e novos recursos serão repassados a partir de fevereiro. Os valores serão liberados em duas etapas: na primeira, o município receberá no início de 2012 os 70% do valor acertado para implementar as ações. Os 30% restantes serão pagos em dezembro de 2012, após prestação de contas das ações em desenvolvimento.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

SAÚDE BUCAL: Brasil Sorridente Indígena pretende zerar necessidades odontológicas nas aldeias



LOC/REPÓRTER: Dentistas capacitados prontos para cuidar da saúde bucal de índios nas aldeias mais distantes. Esse é o objetivo da oficina de capacitação de profissionais do Brasil Sorridente Indígena, realizada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Fazem parte da qualificação os profissionais de saúde bucal de três Distritos Especiais de Saúde Indígena, entre eles, Xavante, no Mato Grosso, Alto Rio Solimões, no Amazonas e Alto Rio Purus, no Acre. O técnico da Coordenação Geral da Atenção Primaria à Saúde Indígena, André Martins, afirma que essa é a primeira política nacional elaborada especificamente para tratar da saúde bucal desses povos. O coordenador explica como vão funcionar as duas fases do projeto.

TEC/SONORA: técnico da Coordenação Geral da Atenção Primaria à Saúde Indígena do Ministério da Saúde – André Martins
"Na primeira fase nós vamos entrar com o esforço concentrado no sentido de zerar as necessidades odontológicas acumuladas historicamente. A fase dois do programa é a proposta de reorganizar o modelo de atenção á saúde por meio do investimento em equipamentos odontológicos aplicados a cada realidade indígena".

LOC/REPÓRTER: O coordenador responsável pelo Programa da Saúde Bucal, no Distrito Especial de Saúde Indígena no Alto Rio Solimões no Amazonas, Roberto Carlos da Silva Veloso, ressalta que a iniciativa a partir de agora vai facilitar o acesso às aldeias.

TEC/SONORA: coordenador responsável pelo Programa da Saúde Bucal, no Distrito Especial de Saúde Indígena no Alto Rio Solimões - Amazonas.
"As aldeias que a gente estava com dificuldade de atender a gente vai atender com mais facilidade agora. O projeto prevê tudo, essa estratégia de levar o atendimento para aquelas pessoas que estavam fora do sistema do serviço".

LOC/REPÓRTER: Ao todo, serão investidos mais de quarenta milhões de reais para a contratação de profissionais, aquisição de consultórios portáteis, equipamentos de apoio e material de consumo.

Reportagem, Alexandre Penido

Produção da Web Rádio Saúde/Agência Saúde - Ascom/MS
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Florianópolis reduz em 72% os índices de cárie dentária aos 12 anos de 1995 a 2008.



Marynes T. Reibnitz; Jacqueline C. de V. Back; Josimari T. Lacerda et. al

INTRODUÇÃO

Em 1995 o índice de cárie dentária CPO-D aos 12 anos, na capital catarinense, era de 2,71. Em 2003, o SB Brasil, apontou índice CPO-D aos 12 anos de 2,31 para a região sul. Florianópolis sentiu então a necessidade de realizar novo levantamento epidemiológico, em 2008, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.            

OBJETIVO

Conhecer a prevalência de cárie dentária, oclusopatias e fluorose dentária em escolares de 12 anos em residentes do município de Florianópolis/SC.

METODOLOGIA

Trata-se de um inquérito epidemiológico, envolvendo setores censitários do município, agrupados segundo condição de vida em quatro grupos. Os educandos, após serem identificados em seus domicílios foram examinados nas escolas, numa parceria do Departamento de Saúde Pública da UFSC e SMS/PMF. Uma equipe de Cirurgiões-Dentistas da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, treinada e calibrada previamente pela UFSC, realizou os exames (n=637) durante o ano de 2008.  Além da cárie dentária (CPO-D), analisou-se fluorose dentária (índice de Dean) e oclusopatias (overbite, overjet, mordida aberta, mordida cruzada anterior e posterior).  Os indicadores e critérios seguiram as recomendações da OMS (1997).

RESULTADOS e DISCUSSÃO
 
Morbidades (2008)
n
%
Cárie Dentária


Presença de dentes permanentes com cárie
149
23,4
Presença de perda dental devido à cárie
9
1,4
Presença de dentes com restauração devido à cárie
91
14,3
Presença de dentes com algum histórico de cárie
217
34,1
Oclusopatias


Overjet
71
11,1
Mordida aberta
21
3,3
Mordida cruzada anterior
57
8,9
Mordida cruzada Posterior
37
5,8
Fluorose dentária


Leve
91
14,3
Moderada
12
1,9

 A severidade da doença cárie foi analisada na dentição permanente, como indicado pelo índice CPO-D, cujo resultado foi de 0,76 (DP=0,5), dentro da meta estabelecida pela OMS para o ano 2010 CPO-D ≤ 1.  Constatou-se que 50% dos escolares estavam livres de cárie e que poucos indivíduos apresentaram elevado índice de ataque da doença. Em 1995 foi encontrado um CPO-D = 2,71 aos 12 anos e em 15 anos verificamos uma redução de 72%.

 
Ações desenvolvidas pelas Equipes de Saúde Bucal da Estratégia Saúde da Família:
  • acompanhamento das crianças já no pré-natal, o atendimento do Programa Capital Criança, que garante o agendamento de consulta para o recém-nascido com o dentista aos 30 dias de vida com dia e hora marcados, antes da alta da maternidade e segue com atendimentos semestrais, ou nas intercorrências, até os 10 anos de idade;
  • implementação das ações de promoção de saúde em saúde bucal, com a garantia da presença da equipe de saúde bucal semanalmente nas creches, núcleos de educação infantil e escolas com distribuição trimestral de escovas aos alunos cadastrados no programa saúde na escola, com estímulo à escovação supervisionada, e as ações educativas e interativas com os alunos nas salas;
  • encaminhamento das crianças com necessidade de tratamento ao Centro de Saúde mais próximo à sua casa através da ESF;
  • ações de Vigilância à Saúde com a fluoretação das águas de abastecimento público e a distribuição e garantia do creme dental fluoretado e escovas dentais aos escolares;
Tais ações fundamentaram a redução do índice CPO-D em Florianópolis.

CONCLUSÃO

Algumas ações contribuíram para redução dos níveis de cárie, levando nosso município a dados comparáveis a países de primeiro mundo e a redução de 72% do índice CPO-D aos 12 anos de idade nos últimos 15 anos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Relato de Experiências e Rede de Atenção das Equipes de Saúde Bucal na Estratégia de Saúde da Família em Florianópolis, SC




INTRODUÇÃO

A Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SMS), possui 48 Centros de Saúde (CS) e todos contam com atendimento odontológico. Possui 39 Equipes de Saúde Bucal (SB) tipo I e 05 ESB tipo II, na Estratégia de Saúde da Família (ESF).
Fazem parte desta rede de atenção 2 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) que servem como referência às equipes locais. Das ações de saúde bucal realizadas destacam-se ações preventivas e curativas em todos os CS.

OBJETIVO

Relatar experiências de promoção de saúde na formação de hábitos saudáveis e conseqüente redução das doenças bucais, melhorando a qualidade de vida dos florianopolitanos.

AÇÕES   
      
1. Programa Capital Criança

Ao nascer, o bebê e a mãe recebem a visita de agente educadora do Programa na maternidade com a entrega de kit de primeiros cuidados do recém-nascido (Fig. 2), com a caderneta de saúde da criança e folders com orientações de uso do kit e sobre saúde bucal. É realizado o agendamento da primeira consulta do bebê aos 30 dias com o cirurgião-dentista no CS mais próximo à residência, além da consulta médica para o bebê e puérpera. A consulta de 30 dias com o cirurgião dentista (CD) poderá ser realizada em grupos ou individual dependendo da realidade local, e consultas periódicas subseqüentes.
Abaixo outras ações do Programa:
 •Garantia do agendamento para tratamento odontológico da gestante no Centro de Saúde (CS)  que iniciar o pré-natal.
 •Garantia do agendamento de consultas periódicas para acompanhamento/tratamento odontológico da puérpera/mãe até o bebê completar 1 ano.

Odontologia e Diabetes



Dentistas são capazes de identificar diabetes precocemente

Uma visita ao dentista pode ajudar a identificar problemas que vão além dos relacionados com a saúde oral. Segundo investigadores norte-americanos, o dentista é capaz de identificar casos de diabetes ou pré-diabetes em pessoas que ainda não foram diagnosticadas.
Realizado na Columbia University College of Dental Medicine, o estudo envolveu 600 pessoas, com idade mínima de 30 anos, sem diagnóstico para a doença.
Cerca de 530 pacientes com pelo menos um factor de risco adicional de auto-relato de diabetes, como, por exemplo, histórico familiar da doença, colesterol alto, hipertensão e excesso de peso ou obesidade, receberam um exame periodontal e o teste de hemoglobina A1c - o exame da ponta do dedo.
Para avaliar e comparar o desempenho de diversos protocolos de identificação potencial, os participantes do estudo realizaram um teste em jejum da glicose. Os resultados mostraram que exames de dois parâmetros dentais – o número de dentes perdidos e o percentual de bolsas periodontais – em pacientes odontológicos com fatores de risco, foram eficazes na identificação de pacientes com diabetes e pré-diabetes não diagnosticada.


Abaixo: Estudo publicado na Revista de APS, uma publicação científica, trimestral, do Núcleo de Assessoria, Treinamento e Estudos em Saúde – NATES e Mestrado de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF em parceria com a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade – SBMFC e Rede de Educação Popular e Saúde - REDEPOP.


O cuidado odontológico do paciente portador de diabetes mellitus tipo 1 e 2 na Atenção Primária à Saúde


RESUMO

O Diabetes Mellitus (DM) representa um problema pessoal e de saúde pública com grandes proporções quanto à magnitude e à transcendência, apesar dos progressos no campo da investigação e atenção aos pacientes.1 Sua ocorrência vem aumentando, sendo que, em 2030, 300 milhões de pessoas terão tal distúrbio metabólico, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).2 Configura-se, hoje, como uma epidemia mundial, atingindo mais de 135 milhões de pessoas3 e traduzindo-se em grande desafio para os serviços de saúde. Assim, ações voltadas para a prevenção e controle da DM são fundamentais para a saúde em todo o mundo.
O presente estudo tem como objetivo a construção de um protocolo de atendimento clínico ao paciente odontológico portador de (DM) na Atenção Primaria à Saúde (APS), baseando-se em uma entrevista aplicada aos Cirurgiões-Dentistas do Serviço de Saúde Comunitária (SSC) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Um total de 11 odontólogos contratados foi entrevistado, representando 52% do total de cirurgiões-dentistas contratados. A entrevista serviu de instrumento para avaliar o conhecimento sobre o cuidado do paciente portador de DM e, a partir das respostas encontradas, percebeu-se a necessidade da criação de um protocolo voltado à atenção odontológica desses pacientes. Assim, realizou-se busca de artigos científicos na base de dados PUBMED, Cochrane e Scielo e em livros atualizados sobre o tema. A grande demanda desses pacientes na APS e a importância do controle do distúrbio exigem métodos que favoreçam a aquisição de conhecimento e atendimento adequado e resolutivo dos diabéticos pelos cirurgiões-dentistas.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Minas e Pará recebem investimento na saúde bucal


01/09/2011
 
O Ministério da Saúde, através da Política Nacional de Saúde Bucal - Programa Brasil Sorridente, assinou portaria 2.063 publicada nesta quarta-feira (31) no Diário Oficial da União, no qual credencia três municípios a receberam uma Unidade Odontológica Móvel (UOM), cada. O benefício vai ampliar o acesso ao tratamento dentário de populações localizadas em áreas rurais isoladas e com grande extensão geográfica, nos municípios de Lagoa Dourada (MG), Rio Vermelho (MG) e Bagre (PA).Cada UOM tem capacidade para atender uma média de 350 pessoas por mês e é composta por cadeira odontológica, kit de pontas, cadeira, refletor, amalgamador, fotopolimerizador (utilizado para preparar o material de restauração), raio-X odontológico e autoclave (usado na esterilização do material).As unidades também possuem ar-condicionado, pia para lavagem de mãos, reservatórios de água, armários e, acoplado ao veículo, uma espécie de carroceria para o transporte do gerador que fornece energia ao consultório móvel.Ao todo, quase 50 mil pessoas serão beneficiadas com atendimento das UOM. Outros municípios – Além das UOM, o Ministério da Saúde assinou outra portaria visando à melhoria na saúde bucal dos brasileiros. A portaria 2.064 credencia 57 cidades em 16 Estados a receberem o incentivo às ações de Saúde Bucal, no âmbito da estratégia Saúde da Família.

Fonte site MS www.saude.gov.br

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PRÊMIO BRASIL SORRIDENTE PARA FLORIANÓPOLIS

Conforme entendimento do Ministério da Saúde,

“a Saúde da Família é a estratégia prioritária para reorganização da atenção básica no Brasil, importante tanto na mudança do processo de trabalho quanto na precisão do diagnóstico situacional, alcançada por meio da adscrição de clientela e aproximação da realidade sócio-cultural da população e da postura pró-ativa desenvolvida pela equipe. A proposição pelo Ministério da Saúde das diretrizes para uma Política Nacional de Saúde Bucal e de sua efetivação, por meio do BRASIL SORRIDENTE, tem, na Atenção Básica, um de seus mais importantes pilares. Organizar as ações no nível da Atenção Básica é o primeiro desafio a que se lança o BRASIL SORRIDENTE, na certeza de que sua consecução significará a possibilidade de mudança do modelo assistencial no campo da saúde bucal” (SAÚDE BUCAL, 2008)[1].

O Conselho Federal de Odontologia criou o "Prêmio Brasil Sorridente"[2] em 2005, através da Resolução nº 065/2005, com o objetivo de incentivar as Prefeituras e premiar anualmente o município brasileiro que mais se destacar no atendimento odontológico da rede pública de saúde.
Cabe aos Conselhos Regionais de Odontologia de cada estado, no âmbito de suas atribuições, selecionar os municípios que se habilitaram, escolhendo os que melhor se destacaram em suas categorias, enviando representantes para a etapa nacional.
A Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis foi agraciada com Menção Honrosa por ter se classificado em primeiro lugar na etapa estadual e segundo lugar na etapa nacional nos anos de 2010 e 2011. Este resultado, reconhecido pelo Secretário Municipal de Saúde, João José Cândido da Silva, é enaltecido em ofício dirigido aos profissionais da equipe de odontologia, onde o mesmo agradece o comprometimento desta com a saúde bucal da população.



[1] SAÚDE BUCAL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica, no 17. Brasília, DF, 2008.

domingo, 10 de abril de 2011

Cadernos de Atenção Básica / MS - Saúde Bucal

Para o Ministério da Saúde a reorganização das ações e serviços de saúde bucal no âmbito da Atenção Básica, é tida como fundamental na construção do SUS. Por conseqüência, é imperativo aos serviços de saúde bucal assumir uma nova postura diante da população, responsabilizando-se pelo enfrentamento dos problemas existentes, rompendo com antigas formas de trabalhar e de lidar com o processo saúde-doença na sociedade e instrumentalizando equipes e profissionais para a consolidação dessas mudanças.
O Caderno de Atenção Básica no17 busca, nas palavras do Ministro José Gomes Temporão, “trazer informações sobre a evolução histórica das políticas de saúde bucal no Brasil e dos principais modelos de atenção. Apresentar noções acerca do planejamento local e, portanto, da importância de se conhecer o território em que se trabalha, compreendendo-o como um espaço social peculiar, historicamente construído, onde acontece a vida das pessoas e são estabelecidas as relações entre estas e destas com as diversas instituições existentes (culturais, religiosas, políticas, econômicas, entre outras). Busca enfatizar a importância do emprego da epidemiologia e da construção de um sistema de informação, como instrumentos fundamentais para o conhecimento e o enfrentamento dos principais problemas de saúde da população. Finalmente, se propõe também a apresentar um processo de trabalho integrado, em equipe, cuja expressão máxima venha a consolidar-se na estratégia das Linhas do Cuidado”.
Além de apontar para a mudança de paradigma que começa a se estabelecer na área das ciências da saúde, Temporão apropriadamente destaca que o caderno não seja um documento acabado “a ser seguido de maneira compulsória e acrítica pelos profissionais que dele fizerem uso. Ao contrário, trata-se de uma referência técnica e científica capaz de levar as informações básicas, fundamentais à organização das ações de saúde bucal em cada Estado, Região, Município ou Distrito. Deve ser, pois, uma linha – guia a ser adequada às exigências da realidade, permitindo o melhor enfrentamento possível dos problemas e das demandas existentes”.

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INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Todos os 49 (quarenta e nove) Centros de Saúde de Florianópolis possuem atendimento odontológico. São realizadas atividades de prevenção como profilaxias, aplicação de selantes e de flúor gel, restaurações dentárias, extrações.

No ano de 2008 foram realizados mais de 140.000 procedimentos odontológicos pelos 85 (oitenta e cinco) Cirurgiões-Dentistas dos Centros de Saúde.

Atendimento domiciliar com equipo portátil

As equipes de Saúde Bucal dos Centros de Saúde têm disponíveis equipamentos odontológicos portáteis para auxiliar em atendimentos domiciliares para pacientes acamados, quando não é possível que estes pacientes vão às unidades de saúde para receberem o atendimento.

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