SAÚDE BUCAL

“Garantir uma rede de atenção básica articulada com toda a rede de serviços e como parte indissociável desta; [...] assegurar a integralidade nas ações de saúde bucal, articulando o individual com o coletivo, a promoção e a prevenção com o tratamento e a recuperação da saúde da população adstrita.” Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

SAÚDE BUCAL: Brasil Sorridente Indígena pretende zerar necessidades odontológicas nas aldeias



LOC/REPÓRTER: Dentistas capacitados prontos para cuidar da saúde bucal de índios nas aldeias mais distantes. Esse é o objetivo da oficina de capacitação de profissionais do Brasil Sorridente Indígena, realizada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde. Fazem parte da qualificação os profissionais de saúde bucal de três Distritos Especiais de Saúde Indígena, entre eles, Xavante, no Mato Grosso, Alto Rio Solimões, no Amazonas e Alto Rio Purus, no Acre. O técnico da Coordenação Geral da Atenção Primaria à Saúde Indígena, André Martins, afirma que essa é a primeira política nacional elaborada especificamente para tratar da saúde bucal desses povos. O coordenador explica como vão funcionar as duas fases do projeto.

TEC/SONORA: técnico da Coordenação Geral da Atenção Primaria à Saúde Indígena do Ministério da Saúde – André Martins
"Na primeira fase nós vamos entrar com o esforço concentrado no sentido de zerar as necessidades odontológicas acumuladas historicamente. A fase dois do programa é a proposta de reorganizar o modelo de atenção á saúde por meio do investimento em equipamentos odontológicos aplicados a cada realidade indígena".

LOC/REPÓRTER: O coordenador responsável pelo Programa da Saúde Bucal, no Distrito Especial de Saúde Indígena no Alto Rio Solimões no Amazonas, Roberto Carlos da Silva Veloso, ressalta que a iniciativa a partir de agora vai facilitar o acesso às aldeias.

TEC/SONORA: coordenador responsável pelo Programa da Saúde Bucal, no Distrito Especial de Saúde Indígena no Alto Rio Solimões - Amazonas.
"As aldeias que a gente estava com dificuldade de atender a gente vai atender com mais facilidade agora. O projeto prevê tudo, essa estratégia de levar o atendimento para aquelas pessoas que estavam fora do sistema do serviço".

LOC/REPÓRTER: Ao todo, serão investidos mais de quarenta milhões de reais para a contratação de profissionais, aquisição de consultórios portáteis, equipamentos de apoio e material de consumo.

Reportagem, Alexandre Penido

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Florianópolis reduz em 72% os índices de cárie dentária aos 12 anos de 1995 a 2008.



Marynes T. Reibnitz; Jacqueline C. de V. Back; Josimari T. Lacerda et. al

INTRODUÇÃO

Em 1995 o índice de cárie dentária CPO-D aos 12 anos, na capital catarinense, era de 2,71. Em 2003, o SB Brasil, apontou índice CPO-D aos 12 anos de 2,31 para a região sul. Florianópolis sentiu então a necessidade de realizar novo levantamento epidemiológico, em 2008, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.            

OBJETIVO

Conhecer a prevalência de cárie dentária, oclusopatias e fluorose dentária em escolares de 12 anos em residentes do município de Florianópolis/SC.

METODOLOGIA

Trata-se de um inquérito epidemiológico, envolvendo setores censitários do município, agrupados segundo condição de vida em quatro grupos. Os educandos, após serem identificados em seus domicílios foram examinados nas escolas, numa parceria do Departamento de Saúde Pública da UFSC e SMS/PMF. Uma equipe de Cirurgiões-Dentistas da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, treinada e calibrada previamente pela UFSC, realizou os exames (n=637) durante o ano de 2008.  Além da cárie dentária (CPO-D), analisou-se fluorose dentária (índice de Dean) e oclusopatias (overbite, overjet, mordida aberta, mordida cruzada anterior e posterior).  Os indicadores e critérios seguiram as recomendações da OMS (1997).

RESULTADOS e DISCUSSÃO
 
Morbidades (2008)
n
%
Cárie Dentária


Presença de dentes permanentes com cárie
149
23,4
Presença de perda dental devido à cárie
9
1,4
Presença de dentes com restauração devido à cárie
91
14,3
Presença de dentes com algum histórico de cárie
217
34,1
Oclusopatias


Overjet
71
11,1
Mordida aberta
21
3,3
Mordida cruzada anterior
57
8,9
Mordida cruzada Posterior
37
5,8
Fluorose dentária


Leve
91
14,3
Moderada
12
1,9

 A severidade da doença cárie foi analisada na dentição permanente, como indicado pelo índice CPO-D, cujo resultado foi de 0,76 (DP=0,5), dentro da meta estabelecida pela OMS para o ano 2010 CPO-D ≤ 1.  Constatou-se que 50% dos escolares estavam livres de cárie e que poucos indivíduos apresentaram elevado índice de ataque da doença. Em 1995 foi encontrado um CPO-D = 2,71 aos 12 anos e em 15 anos verificamos uma redução de 72%.

 
Ações desenvolvidas pelas Equipes de Saúde Bucal da Estratégia Saúde da Família:
  • acompanhamento das crianças já no pré-natal, o atendimento do Programa Capital Criança, que garante o agendamento de consulta para o recém-nascido com o dentista aos 30 dias de vida com dia e hora marcados, antes da alta da maternidade e segue com atendimentos semestrais, ou nas intercorrências, até os 10 anos de idade;
  • implementação das ações de promoção de saúde em saúde bucal, com a garantia da presença da equipe de saúde bucal semanalmente nas creches, núcleos de educação infantil e escolas com distribuição trimestral de escovas aos alunos cadastrados no programa saúde na escola, com estímulo à escovação supervisionada, e as ações educativas e interativas com os alunos nas salas;
  • encaminhamento das crianças com necessidade de tratamento ao Centro de Saúde mais próximo à sua casa através da ESF;
  • ações de Vigilância à Saúde com a fluoretação das águas de abastecimento público e a distribuição e garantia do creme dental fluoretado e escovas dentais aos escolares;
Tais ações fundamentaram a redução do índice CPO-D em Florianópolis.

CONCLUSÃO

Algumas ações contribuíram para redução dos níveis de cárie, levando nosso município a dados comparáveis a países de primeiro mundo e a redução de 72% do índice CPO-D aos 12 anos de idade nos últimos 15 anos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

25 de Outubro: Dia Nacional do Cirurgião-Dentista


O Conselho Federal de Odontologia e seus 27 Conselhos Regionais são órgãos cuja missão é regulamentar e fiscalizar o exercício profissional da Odontologia, assegurando, com isso, a prestação de serviços odontológicos de qualidade para toda a população brasileira, parabeniza, em seu site, a todos esses profissionais “pelo seu incansável esforço em atender a sociedade com ética e dedicação”.

Sem dúvida um trabalho indispensável aos serviços da Atenção Primária em Saúde.
Segundo reportagem de Web Saúde, divulgada no site do Ministério da Saúde, o Dia Nacional da Saúde Bucal e o Dia do Cirurgião Dentista têm como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da higiene bucal, capaz de prevenir várias doenças. Segundo o coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca,

"É muito bom que o Brasil atualmente tenha uma Política Nacional de Saúde Bucal que é o Programa Brasil Sorridente, e que esta política em pouco tempo já vem produzindo resultados muitos significativos. Em sete anos o Brasil já começou a fazer parte segundo a Organização Mundial de Saúde, de um seleto e pequeno grupo de países no mundo que são considerados pela Organização Mundial de Saúde como países de baixa prevalência de cáries. Nós estamos deixando de ser o País dos desdentados e já estamos fazendo parte de um grupo de países que tem um impacto muito grande na prevenção das doenças da boca". 

Apesar do dia mundial do dentista ser comemorado em 03 de outubro, no Brasil é comemorado em 25 de outubro, porque nesta data, em 1884, foi assinado o decreto 9.311, que criou os primeiros cursos de graduação de odontologia do Brasil, no Rio de Janeiro e na Bahia. Uma portaria do Conselho Federal de Odontologia tornou a data oficial para a comemoração do Dia do Dentista Brasileiro.

A primeira escola dentária, para formar dentistas, surgiu em 1840, em Baltimore, nos Estados Unidos.

Relato de Experiências e Rede de Atenção das Equipes de Saúde Bucal na Estratégia de Saúde da Família em Florianópolis, SC




INTRODUÇÃO

A Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SMS), possui 48 Centros de Saúde (CS) e todos contam com atendimento odontológico. Possui 39 Equipes de Saúde Bucal (SB) tipo I e 05 ESB tipo II, na Estratégia de Saúde da Família (ESF).
Fazem parte desta rede de atenção 2 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) que servem como referência às equipes locais. Das ações de saúde bucal realizadas destacam-se ações preventivas e curativas em todos os CS.

OBJETIVO

Relatar experiências de promoção de saúde na formação de hábitos saudáveis e conseqüente redução das doenças bucais, melhorando a qualidade de vida dos florianopolitanos.

AÇÕES   
      
1. Programa Capital Criança

Ao nascer, o bebê e a mãe recebem a visita de agente educadora do Programa na maternidade com a entrega de kit de primeiros cuidados do recém-nascido (Fig. 2), com a caderneta de saúde da criança e folders com orientações de uso do kit e sobre saúde bucal. É realizado o agendamento da primeira consulta do bebê aos 30 dias com o cirurgião-dentista no CS mais próximo à residência, além da consulta médica para o bebê e puérpera. A consulta de 30 dias com o cirurgião dentista (CD) poderá ser realizada em grupos ou individual dependendo da realidade local, e consultas periódicas subseqüentes.
Abaixo outras ações do Programa:
 •Garantia do agendamento para tratamento odontológico da gestante no Centro de Saúde (CS)  que iniciar o pré-natal.
 •Garantia do agendamento de consultas periódicas para acompanhamento/tratamento odontológico da puérpera/mãe até o bebê completar 1 ano.

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INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Todos os 49 (quarenta e nove) Centros de Saúde de Florianópolis possuem atendimento odontológico. São realizadas atividades de prevenção como profilaxias, aplicação de selantes e de flúor gel, restaurações dentárias, extrações.

No ano de 2008 foram realizados mais de 140.000 procedimentos odontológicos pelos 85 (oitenta e cinco) Cirurgiões-Dentistas dos Centros de Saúde.

Atendimento domiciliar com equipo portátil

As equipes de Saúde Bucal dos Centros de Saúde têm disponíveis equipamentos odontológicos portáteis para auxiliar em atendimentos domiciliares para pacientes acamados, quando não é possível que estes pacientes vão às unidades de saúde para receberem o atendimento.

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